As relações pornográficas da rede Globo e do governo de SP

Arquivado em:Subversão — posted by pablito on 2010 março @ 30/03/2010

Não vai sair no Jornal Nacional.

Vídeo no youtube com a matéria completa veiculada pela Record:
http://www.youtube.com/watch?v=AIs4kSyJkgM

O texto é do blog:
http://blogs.r7.com/o-provocador/2010/03/23/toma-que-o-terreno-e-meu/

Vamos combinar um negócio? Vou invadir o quintal da sua casa. Não vou
pagar nada por isso. Também vou proibir sua família de entrar na área.
Para garantir, vou colocar cerca em volta, com seguranças. Depois de
anos, porque eu sou bonzinho, vou devolver o pedaço. Mas só se você me
agradecer por isso. Está bom assim?

Foi essa a imagem que me veio quando soube que a Rede Globo “doou” um
terreno para o governo do Estado de São Paulo construir uma escola
técnica. Li isso no portal Comunique-se, voltado para profissionais de
comunicação. “Doou”. Doeu. Deu o que não era dela! Quer dizer então
que não devolveu! Cara de pau!

Para quem não conhece a história, é rapidinho: a Globo incorporou ao
seu patrimônio um terreno público de quase 12 mil metros quadrados,
avaliado em mais de R$ 11 milhões. A área fica contígua ao prédio da
emissora no Brooklin, em São Paulo. Terrenão.

Era uma praça. Virou pista de cooper exclusiva aos funcionários da
emissora. Ninguém podia frequentar o lugar. Tinha grade e vigilância
24 horas. Apropriação indébita. Invasão, se o MST se atrevesse a fazer
algo parecido. Caso de polícia.

Houve uma gritaria, claro. O povo não é bobo. Conversa vai,
conversinha vem, semana passada a Velha Senhora assina um convênio com
o Serra e posa de bacana. Detalhe: a tal escola vai formar
profissionais de quê? De multimídia, áudio e vídeo. Quanta
generosidade!

Aí vou no site da Globo e vejo que o terreno “é propriedade do
Estado”. Então confessaram o crime?! Invadiram a área esses anos
todos. Para uso particular e mesquinho. Sem gastar um centavo.
Socorro! Cadê o Ministério Público? Hein?

Não vão ser punidos por isso? Não, não. Vão ficar olhando para nossas
caras de patetas esperando que a gente diga obrigado, obrigado. Ah,
vá. Chama o ladrão! Chama o ladrão!

O Plano Diretor “Participativo” de Florianópolis

Arquivado em:Subversão — posted by pablito on 2010 março @ 22/03/2010

Nessa quinta-feira, dia 18 de março, moradores de várias comunidades de
Florianópolis, entidades comunitárias e dos trabalhadores ocuparam as
dependências do Teatro Álvaro de Carvalho interrompendo a audiência
pública onde a prefeitura apresentaria o plano diretor da cidade produzido
pelo Instituto argentino CEPA.

A ocupação foi motivada pelo desrespeito da prefeitura com as diretrizes
produzidas pelas comunidades ao longo dos 4 anos do processo do plano
diretor participativo onde as comunidades opinaram e deliberaram seus
anseios sobre a organização e crescimento da capital catarinense.

As comunidades denunciam os riscos ambientais e a segregação
sócio-espacial do plano diretor proposto pela prefeitura que deverá ser
encaminhado para votação câmara dos vereadores dia 30 de março.

As entidades comunitárias de Florianópolis convocam a todos os moradores
de Florianópolis nos dias 23 de março, durante a seção solene da câmara
dos vereadores a ser realizada na assembléia legislativa em comemoração ao
aniversário da cidade as 20h e no dia 30 de março, entrega do plano
diretor na câmara dos vereadores, para realização de protestos em repúdio
ao plano diretor da prefeitura.

Leia mais: Um plano do povo
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467906.shtml

Fotos I: Relato Fotográfico da Audiência Pública do Plano Diretor
Participativo
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467970.shtml

Fotos II: [Floripa] Relato Fotográfico da Audiência Pública do Plano
Diretor II
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467976.shtml

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467968.shtml

FOI NO VELHO TAC

Lá no velho teatro

Todo belo e reformado.

Assembléia um imperativo

Na defesa do ativo.

Vi o povo se mexendo

Com toda aquela bravura.

O que é nosso já defendendo

Ousadia da estrutura.

Era a ilha em polvorosa

Com o seu povo na rua.

Salvando esta bela rosa

Mostrando sua cultura.

Um grito contra o poder

Logo mesmo sabendo.

O que o povo está a querer

Com o poder logo mexendo.

Esta ilha já é um barco

Muito preste a adernar.

Com mais prédios e barracos

Um dia vai mesmo afundar.

Se mobilidade e vida

Neste mar a navegar.

Administração pervertida

Quem ela vai comandar.

São José/SC, 8 de março de 2010.

Autor: mosnyoiram@mail.com

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