Sobre a greve (dos professores e professoras)

DSC_0419Por  Professora Ana Carolina

Tivemos uma grande vitória essa semana com a retirada pelo governo da MP198, e com a reunião ontem do comando de greve com o secretário de educação do estado, que segundo consta, se desculpou pelos últimos acontecimentos. Conseguimos, na luta, que o sindicato tivesse acesso ao projeto de lei que será enviado para assembleia legislativa, e é importante assinalarmos o absurdo disso, ainda assim,foi uma vitória. A proposta feita pelo secretario ao comando de greve ontem foi a seguinte:

1. reunião para apresentação da proposta de lei da carreira com o comando de greve. (ok)
2. analise da proposta pela categoria e assembleia estadual para discutir a proposta. (ainda não foi marcada)
3. A negociação só será feita com o fim da greve, a proposta é o abono das faltas a partir do dia 24 (lembrando que não são faltas, uma vez que estamos em greve) com a elaboração pelos professores de calendário de reposição.
ATENÇÂO: O Sinte apresentou ontem para os que permaneceram em frente a SED, supereficialmente, o que foi discutido com o secretario, e deverá publicar nos próximos dias um pronunciamento oficial, repasso aqui o que EU OUVI, quem estava lá, sinta-se a vontade para corrigir e acrescentar:
1. Não foi entregue ao Sinte uma cópia do PL, a apresentação foi feita de maneira oral pelo secretário. (não temos garantias de como se constituirá o texto do PL)
2. O governo não abre mão de duas coisas: De excluir a jornada mínima de trabalho para os temporários e contratá-los por regime de horas; De incorporar a regência de classe.
3. Os temporários continuam a fazer parte do plano de carreira.
4. A bonificação de produtividade foi retirada, mas o secretario já adiantou que será feita uma bonificação parecida, meritocrática, avaliando o desempenho das escolas. (ainda pior)
5. A estrutura da tabela salarial ficaria de 3,5% de diferença entre as letras para progressão, a diferença de salário entre o ensino médio e a graduação chegaria a 40% ao longo dos anos.
5. A descompactação da tabela salarial será feita a partir do percentual de crescimento do Fundeb, o reajuste será feito na medida em que o valor do piso nacional chegue ao valor do piso na tabela e será repicado a todos os níveis. Ou seja, o congelamento salarial se mantêm, em função da incorporação da regência, e isso será transformado em LEI.
6. As aulas excedentes continuam, no entanto serão reduzidas gradualmente (de duas em duas) até serem extintas.
7. Em relação a hora atividade, será colocado em lei que o trabalhador deve cumprir no mínimo 50% na escola.
8. Sobre a progressão será respeitada a proposta do Sinte de 1200 horas a cada 2 anos (me corrijam nesse dado)
9. Sobre as faltas pendentes que impossibilitou a progressão de muitos, o governo diz que poderá ser negociada.
10. O governo diz que todos os pontos do PL poderão ser negociados com a categoria, negociação essa que será feita apenas com o fim da greve. (uhum)
11. É importante lembrarmos que no início do mês de fevereiro ouvimos uma conversa parecida, que o governo aguardaria a posição da categoria, e enviou na semana seguinte a MP 198.
12. É na greve que se negocia.
A greve continua!

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