Desde a Grécia: Convocação para uma nova internacional

Arquivado em:Subversão — posted by libertarios on 2008 dezembro @ 26/12/2008

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Os políticos e jornalistas ridicularizam nosso movimento, tratando de impor a ele a sua própria carência de racionalidade. Segundo eles, nos rebelamos porque nosso governo é corrupto, ou porque gostaríamos de ter acesso a mais dinheiro, mais emprego.

Arrasamos os bancos porque reconhecemos o dinheiro como causa central de nossas aflições, se quebramos as luzes das vitrines não é porque a vida seja cara senão porque a mercadoria nos impede de viver a qualquer preço. Se atacamos a escória policial, não é só em vingança por nossos companheiros mortos senão porque entre este mundo e o que desejamos, sempre se supõe existir um obstáculo.

Sabemos que é chegado o momento de pensar estrategicamente. Neste momento tão importante sabemos que a condição indispensável de uma insurreição vitoriosa é que ela se estenda, ao menos, em nível europeu. Nos últimos anos temos visto e temos aprendido: as contra-cúpulas pelo mundo, os distúrbios estudantis e nos subúrbios da França, o movimento anti-TAV na Itália, a Comuna de Oaxaca, os distúrbios de Montreal, a agressiva defesa do Ungdomshuset em Copenhague, os distúrbios contra a Convenção Nacional Republicana nos Estados Unidos, e a lista continua.

Nascidos na catástrofe, somos os filhos de una crise global: política, social, econômica e ecológica. Sabemos que este mundo é um caldeirão sem saída. Há que se estar louco para agarrar-se a suas ruínas. Deve ser concertado para auto organizar-se.

Há uma obviedade na recusa total aos partidos e organizações políticas; são parte do velho mundo. Somos os filhos malcriados desta sociedade e não queremos nada dela. Esse é o pecado que nunca nos perdoarão. Atrás das máscaras negras, somos vossos filhos. E estamos nos organizando.

Não nos esforçaríamos tanto em destruir o material deste mundo, seus bancos, seus supermercados, suas delegacias, se não soubéssemos que ao mesmo tempo socávamos sua metafísica, seus ideais, suas idéias e sua lógica.

Os meios de comunicação descreveram todo o ocorrido nas semanas passadas como uma expressão de niilismo. O que não entendem é que no processo de assalto e assédio a sua realidade, temos experimentado uma forma de comunidade superior, de divisão, uma forma superior de organização alegre e espontânea que estabelece a base de um mundo distinto.

Qualquer um poderia dizer que nossa revolta encontra seu próprio fim na medida em que se limita a destruição. Isto seria certo no caso de que junto aos enfrentamentos nas ruas, não houvéssemos estabelecido a necessária organização que requer um movimento a longo prazo: cantinas providas por saques regulares, enfermarias para curar aos nossos feridos, os meios para imprimir nossos próprios jornais, nossa própria rádio. A medida que liberamos território do império do Estado e sua polícia, devemos ocupá-lo, preenchê-lo e transformar seus usos de maneira que sirvam ao movimento. Deste modo, o movimento nunca para de crescer

Por toda Europa, os governos tremem. Asseguramos que o que mais temem não é que se reproduzam os distúrbios locais senão a possibilidade real de que a juventude ocidental encontre suas causas comuns e se levante como uma só para dar a esta sociedade seu golpe final.

Esta convocação vai dirigida a todos que queiram escutá-la:

Desde Berlim a Madri, de Londres a Tarnac, tudo é possível.

A solidariedade deve transformar-se em cumplicidade. Os enfrentamentos devem expandir-se. Devem declarar-se as comunas.

Desta forma, a situação nunca retornará a normalidade. Desta maneira as idéias e práticas que nos unem serão laços reais.

Deste modo seremos ingovernáveis.

Uma saudação revolucionária aos companheiros de todo o mundo. Aos detidos, os libertaremos!

Tradução > Juvei

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agência de notícias anarquistas-ana

vento nenhum
parou para ouvir
o silêncio da noite

Alexandre Brito

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/435933.shtml

Fotos dos protestos

Vanguarda

Arquivado em:Subversão — posted by libertarios on 2008 dezembro @ 20/12/2008

Classe Operária
(TOM ZÉ)

Sobe no palco o cantor engajado Tom Zé,
que vai defender a classe operária,
salvar a classe operária
e cantar o que é bom para a classe operária.
Nenhum operário foi consultado
não há nenhum operário no palco
talvez nem mesmo na platéia,
mas Tom Zé sabe o que é bom para os operários.
Os operários que se calem,
que procurem seu lugar, com sua ignorância,
porque Tom Zé e seus amigos
estão falando do dia que virá
e na felicidade dos operários.
Se continuarem assim,
todos os operários vão ser demitidos,
talvez até presos,
porque ficam atrapalhando
Tom Zé e o seu público, que estão cuidando
do paraíso da classe operária.
Distante e bondoso, Deus cuida de suas ovelhas,
mesmo que elas não entendam seus desígnios.
E assim,, depois de determinar
qual é a política conveniente para a classe operária,
Tom Zé e o seu público se sentem reconfortados e felizes
e com o sentimento de culpa aliviado.

Esta música, que fala um pouco da vanguarda de esquerda, muitas vezes com idéias isoladas dos anseios da população.

Me lembra esse excelente curta, que fala sobre o niilismo da classe média no brasil, afinal como compartilhar
de uma luta que não é sua?

Boa Meirelles!

Arquivado em:Subversão — posted by libertarios on 2008 dezembro @ 19/12/2008

Uma atitude louvável do cineasta Fernando Meirelles.

Um verdadeiro tapa de luva, já que segundo o Dossiê Veja, de Luiz Nassif, demonstra que a revista tem relações um tanto suspeitas com o banqueiro Daniel Dantas e seu capacho Gilmar Mendes.

O inimigo do rei

Arquivado em:Subversão — posted by libertarios on 2008 dezembro @ 13/12/2008

“O inimigo do Rei é um jornal anarquista publicado na Bahia durante a década de 1970, durante o regime militar”

Fonte: Wikipédia

Vídeos no YouTube contando a história do Inimigo do Rei:

Parte 1

Parte 2

Que isso companheiro?

Arquivado em:Subversão — posted by libertarios on 2008 dezembro @ 11/12/2008

Hugo Chávez decidiu por fazer em 2007 um plebiscito para mudar a constituição venezuelana, no qual uma das cláusulas permitia reeleição ilimitada.

Nada mais democrático, diferentemente de alguns aqui na América Latina (Uribe em 2006, Uribe em 2008, Reeleição de FHC) que não optaram pelo referendo, e contaram com o apoio da mídia corporativa, que não fez o mesmo barulho que agora faz com Chávez.

Mas apesar de sua alta popularidade sua proposta foi derrotada, e agora, Chávez, insatisfeito pela derrota, resolveu apelar para assembléia nacional para aprovar a convocação de um novo referendo popular ainda neste mandato, já que de acordo com a legislação venezuelana, uma reforma rechaçada uma vez nas urnas não pode ser reapresentada no mesmo mandato legislativo.

O que é isso companheiro? se a revolução Bolivariana é realmente um anseio do povo, ela não irá minguar, a Venezuela não deve seguir o caminho de Cuba e a monarquia dos Castro, a vontade da população deve ser respeitada, a democracia não pode ser ignorada.

Como diria o revolucionário mexicano Emiliano Zapata: “Um povo forte não precisa de um líder forte”.



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